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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Visa de Viajante



Visa de viajante é sem limite
De professor  nem limite tem
Viajante gasta tudo na Europa
Professor gasta o que não tem
Ninguém questiona nada
Não se pode censurar
Nessa escola só se ensina gramática
Filosofia não se pode mencionar
O que a vida de folgado mostra
É que o povo não precisa estudar
Há quem viva só de bolsa
E viva ainda a estarrar
Que come, bebe, fuma e fode
E não precisa trabalhar.
Eu fico cá no meu canto quieta
Pra não ser por eles vista
Não que me meta medo o crédito gasto
Mas porque minha conta eu pago à vista
O que a gana  do povo no mundo gasta
Pra o povo não vai servir
Eu fico cá na minha aula de história
Enquanto eles viajam,
Eu faço planos de geografia
Mostro a todos os meus meninos
Os caminhos que eles nunca farão
A não ser que se tornem então viajantes
E esqueçam o que é ser cidadão.

Ana Elizabete Barbosa

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