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domingo, 27 de novembro de 2022

Vida Severina






E essa vida Severina, que vem e que vai, como água de chuva no Rio, cai e não volta jamais. E essa vida Severina, águas de chuva, são lágrimas dos anjos que caem. E essa vida Severina, enxuga na saia o suor. Esconde o sorriso menina. Careta debaixo de sol.”

 essa vida Severina, ainda  menina sentindo o vento que batia pra enxugar o lençol no varal. Como se fosse bandeiras voando com a sua imaginação

Os sonhos com ela voando, como pássaro solitário  de canto em canto sem pouso seguro pra cantar.

Quando já não era mais menina, e essa vida Severina, que custava a ganhar.

Fez de barro sua tapera, grão em grão subiu a serra e essa vida Severina começava a mudar.

Águas que caem do céu e do rosto, lavam as mãos nesse Agosto e te levam pra outro lugar. Pássaro em bando a vida e o encanto, a vontade de cantar.

Canto preso na garganta. Música que hoje encanta. Essa história que acaba de mudar. E essa vida Severina, na lembrança e na memória. Com café e esperança conta pra quem quiser escutar.

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